Visita técnica à Aldeia Lagoa Branca em Buriticupu fortalece formação docente intercultural de alunos de Pedagogia


Por em 29 de janeiro de 2026



Alunos de Pedagogia do Polo Buriticupu vivenciaram uma experiência formativa significativa por meio de uma visita técnica à Aldeia Lagoa Branca, realizada no âmbito da disciplina História e Cultura Indígena, sob a orientação da professora Ana Rosária Soares.

A atividade teve como objetivo articular teoria e prática, proporcionando aos estudantes o contato direto com a comunidade indígena e ampliando a compreensão sobre os saberes, as práticas culturais, a história e os modos de vida dos povos originários. Durante a visita, os alunos participaram de palestras conduzidas pelos próprios indígenas, que abordaram temas como organização comunitária, preservação da cultura, valores tradicionais e identidade indígena.

Mais do que uma atividade acadêmica, a visita constituiu um espaço de escuta, reflexão e aprendizagem, contribuindo para a construção de uma formação docente crítica, sensível à diversidade cultural e comprometida com o respeito às identidades indígenas, reconhecendo esses povos como sujeitos históricos e produtores de conhecimento.

A estudante Gerlane Claro Silva destacou a relevância da vivência para sua formação acadêmica e humana. “Para nós, alunos, foi uma experiência única alinhar teoria e prática na disciplina História e Cultura Indígena, o que nos proporcionou maior envolvimento com a comunidade indígena, fazendo-nos compreender a luta e a persistência dos povos originários pela terra, pela valorização e preservação de sua cultura e de sua história”, disse ela.

Em outro momento, a aluna ressaltou o impacto das falas da liderança indígena durante a visita, especialmente da Cacica Maria Guajajara, e as reflexões despertadas a partir desse contato. “A visita à Aldeia Lagoa Branca ultrapassou os limites da aprendizagem acadêmica e me colocou diante de uma realidade marcada pela resistência, pela memória e pela luta cotidiana do povo Guajajara. A fala da Cacica Maria Guajajara revelou a dor e a preocupação com o futuro do seu povo diante do avanço do agronegócio na região, que ameaça não apenas o território, mas também a continuidade da cultura, da língua e das relações comunitárias. Compreendi que defender o território é defender a vida, a memória e a ancestralidade, e que a educação tem um papel fundamental na valorização da diversidade cultural e na construção da justiça social”, destacou.

A experiência contribuiu para ampliar o olhar dos estudantes sobre os povos indígenas, fortalecendo a compreensão da educação como um espaço de diálogo intercultural, respeito às diferenças e reconhecimento dos saberes tradicionais na formação docente.

Por: Paula Lima



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