Seminário discute a Lei 11.645/2008 e o ensino da história e cultura indígena no Polo Pedro do Rosário
Por Paula Lima em 5 de março de 2026

Alunos do curso de Pedagogia do Polo Pedro do Rosário realizaram um seminário com o tema “A Lei 11.645/2008 e o ensino da história, arte e cultura indígena na escola”, realizado no dia 1º de fevereiro, como atividade de encerramento da disciplina História e Cultura Indígena, ministrada pela professora Nubiragina Salasar dos Reis.
O evento teve como objetivo promover reflexões sobre a construção de uma educação mais justa, inclusiva e comprometida com a diversidade cultural brasileira, destacando a importância do ensino da história e cultura dos povos indígenas em toda a educação básica. A proposta buscou incentivar o reconhecimento e a valorização da participação indígena na formação social, histórica e cultural do Brasil, além de contribuir para o combate a preconceitos, estereótipos e visões distorcidas sobre esses povos.
Durante o seminário, os estudantes foram envolvidos de forma ativa nas atividades. Eles participaram de pesquisas, organizaram apresentações e produziram materiais pedagógicos, como jogos e brinquedos, além de expor alimentos de origem indígena. As atividades possibilitaram discutir saberes tradicionais, modos de vida, conhecimentos sobre a natureza, expressões artísticas e questões relacionadas aos direitos e às lutas contemporâneas dos povos indígenas.
De acordo com a professora Nubiragina Salasar dos Reis, a participação ativa dos estudantes foi fundamental para tornar o aprendizado mais significativo. “Foi de extrema importância envolver os alunos nas ações do seminário, pois foi possível transformar o aprendizado em uma experiência ativa, crítica e significativa. Quando os estudantes participam da pesquisa, da organização e da apresentação dos conteúdos, deixam de ser apenas receptores de informação e passam a ser sujeitos do processo de aprendizagem”, destacou.
A docente também ressaltou que o evento favoreceu a construção de conhecimentos com maior profundidade, estimulando a investigação, a interpretação de informações e a comunicação de ideias, além de desenvolver habilidades como trabalho em equipe, autonomia, responsabilidade, argumentação e escuta.
Para os alunos, a disciplina também representou um momento importante de formação acadêmica e reflexão sobre o papel da educação. A acadêmica Sarah Duarte Mota afirmou que a experiência ampliou sua compreensão sobre a diversidade cultural brasileira. “A disciplina História e Cultura Indígena foi extremamente significativa para a minha aprendizagem, pois ampliou minha visão sobre os diversos aspectos da cultura indígena, ajudando-me a compreender sua importância para a formação da nossa sociedade”, relatou.
Já a estudante Nívea Gardênia Borges Moura destacou que os conteúdos abordados contribuíram para fortalecer uma prática pedagógica mais inclusiva. “A disciplina possibilitou ampliar o conhecimento sobre a diversidade dos povos indígenas, seus costumes, saberes e formas de organização. Esses aprendizados fortalecem a prática pedagógica e a formação de uma educação mais inclusiva”, afirmou.

Por: Paula Lima