Pesquisa de campo sobre acessibilidade fortalece formação inclusiva de acadêmicos de Geografia em Magalhães de Almeida


Por em 22 de junho de 2026



Alunos do curso de Geografia do Programa Ensinar, no Polo de Magalhães de Almeida, participaram da atividade “Acessibilidade em Foco: Um olhar sobre os espaços da cidade de Magalhães de Almeida-MA”, desenvolvida nos dias 13 e 14 de junho, durante a disciplina Fundamentos da Educação Especial e Inclusiva, ministrada pela professora Antonia Maria Cardoso e Silva.
A ação teve como objetivo proporcionar aos estudantes a oportunidade de alinhar teoria e prática por meio de uma pesquisa de campo realizada em diferentes espaços públicos do município, como escolas, mercado público e praças. A atividade buscou ampliar a compreensão sobre a importância da acessibilidade inclusiva, do Desenho Universal e da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), reforçando a necessidade de garantir a participação ativa de todas as pessoas nos diversos ambientes da sociedade.
Durante a atividade, os acadêmicos foram divididos em grupos temáticos e realizaram observações e análises sobre as condições de acessibilidade dos espaços visitados. Os resultados foram apresentados em uma roda de conversa e em uma exposição de cartazes e registros fotográficos, promovendo o diálogo e a conscientização da comunidade escolar sobre a inclusão e o respeito à diversidade.
Segundo a professora Antonia Maria Cardoso e Silva, a disciplina vai além da apresentação de conceitos e legislações, contribuindo para a formação ética e inclusiva dos futuros profissionais. “A disciplina de Fundamentos da Educação Especial Inclusiva possibilitou reflexões importantes sobre inclusão e compromisso social. Mais do que apresentar leis e conceitos, ela desafia os futuros educadores a desconstruírem barreiras históricas e a enxergarem a diversidade como uma riqueza humana. Ao unir teoria e prática, consolidamos o caminho para uma sociedade mais justa e igualitária”, destacou.
A docente também ressaltou o empenho da turma durante a atividade. “Os estudantes demonstraram olhar crítico na análise das barreiras arquitetônicas e pedagógicas, apresentaram propostas para ampliar a autonomia das pessoas com deficiência e fizeram uma excelente conexão entre a teoria da educação inclusiva e a realidade geográfica. Como futuros geógrafos, compreender o espaço urbano e escolar sob a ótica da inclusão é fundamental para garantir o direito de ir e vir de todos”, afirmou.
Para a acadêmica Myrelly dos Santos Araújo, a disciplina teve papel fundamental na formação profissional e humana dos estudantes. “Os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos nos permitem construir uma educação mais comprometida com a equidade, a diversidade e o respeito às diferenças. A culminância da disciplina transformou os estudos em uma ação de sensibilização e conscientização coletiva, promovendo o diálogo sobre acessibilidade, respeito às diferenças e garantia de direitos”, ressaltou.
O acadêmico Bernardo Silva dos Santos destacou a importância da metodologia adotada durante a disciplina. “A professora nos incentivou a refletir e pesquisar de forma prática. Por meio dos estudos de caso e visitas técnicas, compreendemos a importância da acessibilidade dentro e fora da escola. Garantir esse acesso é fundamental para que pessoas com deficiência desenvolvam plenamente suas habilidades e competências”, afirmou.
Já o estudante Laéssio da Costa Cunha enfatizou a relevância da temática para a sociedade. “Vivemos em uma época em que muito se fala sobre inclusão e diversidade. Trabalhar esses conteúdos na prática é essencial para nosso desenvolvimento educacional. A disciplina contribui para a construção de uma prática docente mais inclusiva e sensível às necessidades de todos”, destacou.
A atividade incentivou a construção de espaços mais acessíveis, inclusivos e democráticos para toda a comunidade.
Por: Paula Lima/Programa Ensinar


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