Alunos de Geografia do Polo Pirapemas participam de aula de campo no Parque Nacional de Sete Cidades


Por em 7 de outubro de 2026



Alunos do curso de Geografia do Programa Ensinar, Polo Pirapemas, participaram de uma aula de campo no Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A atividade integrou a disciplina Hidrogeografia e teve como tema “Hidrogeografia e dinâmica ambiental: relações entre água, geologia, relevo, solos, vegetação e conservação”.

Sob a orientação do Prof. Me. Evaldo Augusto Sousa Monteiro, a aula teve como objetivo aproximar os conhecimentos teóricos trabalhados em sala da realidade observada em campo, permitindo aos acadêmicos analisar as relações entre os componentes hidrogeográficos, geológicos, geomorfológicos e ambientais presentes na unidade de conservação.

Durante a atividade, os estudantes puderam compreender de que forma o relevo, as formações rochosas, os solos, a infiltração, o escoamento superficial, a vegetação e as ações humanas interferem na circulação e na disponibilidade da água, além de influenciarem a formação e a conservação da paisagem.

Para desenvolver as atividades, a turma foi dividida em seis equipes, responsáveis por diferentes eixos de investigação: ciclo hidrológico e dinâmica da água na paisagem; relação entre água, geologia e evolução das formas do relevo; solos, infiltração, escoamento superficial e erosão; vegetação, microclima e regulação hidrológica; drenagem, sazonalidade, disponibilidade e qualidade da água; e conservação, uso público e gestão integrada da água.

Ao longo das trilhas, os acadêmicos realizaram registros fotográficos, anotações e croquis, além de observar as condições do terreno e participar de discussões orientadas pelo professor. Mesmo com a menor presença de água superficial em razão do período seco, a turma identificou vestígios e indicadores da atuação da água sobre as rochas, os solos, a vegetação e o relevo.

Segundo o professor Evaldo Augusto, a experiência possibilitou ampliar a compreensão dos estudantes sobre a própria Hidrogeografia. “A aula de campo permitiu que os acadêmicos compreendessem que a Hidrogeografia não se limita à observação de rios, lagos e nascentes. Mesmo durante o período seco, a paisagem apresenta evidências da atuação da água na infiltração, no escoamento, na formação dos solos e na modelagem do relevo. Para os futuros professores de Geografia, essa experiência é fundamental porque desenvolve o olhar científico e a capacidade de interpretar a paisagem para além da sala de aula”, destacou.

Para muitos dos acadêmicos, a atividade também representou a primeira oportunidade de conhecer e estudar uma unidade de conservação federal.

O estudante Milcíades Pimentel e Silva ressaltou que a vivência permitiu visualizar, na prática, os conteúdos estudados durante a disciplina.

“A aula de campo foi uma experiência muito importante para nossa formação, pois conseguimos observar conteúdos que havíamos estudado na disciplina. Durante as trilhas, percebemos que a água está presente na organização da paisagem mesmo quando não é facilmente visualizada. Também compreendemos melhor a relação entre as rochas, o relevo, os solos, a vegetação e os processos hidrológicos”, afirmou.

A acadêmica Cássia Mariana Fenelon Rodrigues também destacou a amplitude dos conhecimentos proporcionados pela experiência. Para ela, estudar Geografia permite desenvolver um novo olhar sobre elementos que, muitas vezes, são vistos apenas como paisagens naturais.

“Estudar esse curso vai muito além da Geografia. É conhecer também a paleontologia e a geologia e entender o que cada formação pode nos contar sobre a história daquele lugar. Só quando entramos de fato na Geografia percebemos que nosso olhar para essas paisagens vai muito além”, relatou.

Durante a visita, Cássia destacou ainda a experiência de observar as formações rochosas, pinturas rupestres, características geológicas e diferentes pontos do parque, como a Pedra da Tartaruga e o Mirante.

“Fiquei deslumbrada com tanta beleza, desde o quartzo presente na areia, que a deixa brilhosa durante o percurso, até a experiência de estar, pela primeira vez, a mais de 70 metros de altura no Mirante e poder observar a dimensão de toda aquela paisagem. Gratidão imensa ao professor Evaldo e ao Programa Ensinar por nos permitirem essa experiência maravilhosa”, completou.

Para Lauriane Arielle Gomes Marques, “viver essa experiência foi uma das partes mais marcantes da minha formação em Geografia. Como aluna do Polo Pirapemas, pude conhecer na prática as paisagens, as formações rochosas e os registros históricos que estudamos em sala. Uma experiência que vai muito além da teoria e que certamente ficará na memória!”.

Após a aula de campo, as equipes sistematizaram as informações coletadas e produziram relatórios relacionando as observações realizadas no Parque Nacional de Sete Cidades aos conceitos estudados na disciplina.

Por: Paula Lima



Últimas Postagens